terça-feira, maio 22, 2018

Júlio Pomar, Cacilhas e o Tejo...


Júlio Pomar, um dos maiores artistas plásticos do nosso país, deixou-nos hoje.

Na meninice passou por Cacilhas várias vezes, para visitar a  tia, a poetisa Emília Pomar. E deixou-nos o seu testemunho da localidade ribeirinha desse tempo:

«Viver em Lisboa quando era miúdo era perfeitamente infernal. Quando atravessava o rio para visitar uma tia com a minha mãe, o que era o desembarque em Cacilhas? Há um poema de António Nobre sobre os pobrezinhos nas procissões e nas romarias, pedem tanto, os coitadinhos.»

(Fotografia de autor desconhecido)

sexta-feira, maio 18, 2018

"Arte em Festa" é Apresentada Hoje


A terceira edição da  "Arte em Festa", que decorre no Concelho de Almada entre 25 de Maio e 19 de Junho, organizada pela Imargem é apresentada hoje na sua sede /Galeria.

quinta-feira, maio 17, 2018

Romeu Correia, entre dedicatórias & aproximações


Um dos poemas do caderno, "romeu correia, entre dedicatórias & aproximasções", é a "visita guiada", num percurso familiar ao "Casario":


visita guiada

a visita começou em Cacilhas
a bonita terra dos “orelhudos”
e de tantas outras maravilhas
que não davam espaço a sisudos

com a tua arte de contador de histórias
falaste do Arrobas, do Elias Garcia
e de tanta gente de felizes memórias
utilizando alguns pós de fantasia

depois vieram os lugares mágicos
que não trouxeram apenas encanto
focaste os acontecimentos trágicos
salvos por um ou outro “santo”

quando abriste a porta dos restaurantes
sentimos o aroma das belas caldeiradas
convocaste mais personagens apaixonantes
que na tua voz se tornaram encantadas

depois caminhámos em direcção ao “Rio-Mar”
era ali que começava e acabava o Ginjal
com tantas aventuras para contar
e quase sem darmos por isso,
estávamos no Ponto Final

Luís [Alves] Milheiro


sábado, maio 12, 2018

Agenda Municipal Continua Fora de Horas


Não consigo compreender, por que razão é que a "Almada Agenda" (agenda cultural em papel...) continua a ser distribuída ao público, praticamente a meio do mês.

Não faz muito sentido que metade das notícias impressas na Agenda percam actualidade e só cheguem ao conhecimento dos almadenses depois de terem acontecido.

Já ouvi várias versões sobre  o facto (inclusive a mudança de fornecedores...), mas nenhuma me convence.

A única coisa que sei, é que já estamos em Maio, e ainda não se conseguiu resolver o problema, com prejuízo para os agentes, para as actividades culturais desenvolvidas e sobretudo para a população do Concelho.

domingo, maio 06, 2018

Incêndio nos Antigos Armazéns em Ruinas...


Como todos sabemos, a maldade humana revela-se nas pequenas e grandes coisas.

Foi dessa forma que parte dos antigos armazéns e casas de habitação dos operários da Teotónio Pereira, no Ginjal, já em ruínas, foram alvo de um incêndio, que fez com que agora só fiquem a restar apenas as paredes, de cimento e pedra...

(Fotografia de Luís Eme)

quarta-feira, abril 25, 2018

«Pela Paz, Por Abril, Todos não Somos Demais»

Uma frase que diz muito de Abril, durante o desfile desta manhã em Almada, do Movimento Associativo Almadense...

(Fotografia de Luís Eme)

terça-feira, abril 24, 2018

Abril em Duplicado em Almada...


Sei que as mudanças políticas têm destas coisas, mas não consigo perceber porque razão o 25 de Abril em Almada vai ter duas comemorações, quase em simultâneo, na manhã do Dia da Liberdade...

Eu vou estar na Praça da Renovação, como de costume, com o Povo Almadense.

(Fotografia de Luís Eme)

segunda-feira, abril 23, 2018

Para os Muitos Escritores Esquecidos (com excelentes livros carregados de pó...)



Porque hoje se comemoram os livros, recordo um escritor "esquecido", Manuel da Fonseca, um grande contador de histórias, que tive o prazer de conhecer na bonita baía do Seixal... A minha homenagem para ele e por todos os grandes escritores que escreveram livros memoráveis, que ganham pó nas bibliotecas e que gostavam muito de ter leitores...

(para o Manuel da Fonseca)

Pequeno Retrato

Mesmo no Tempo de Solidão
Nunca ficaste parado,
andaste sempre por aí,
disseste tantas vezes, não,
Com a cumplicidade da Rosa dos Ventos.
Solidário com a vida sofrida e dura
Das mulheres e homens da Seara de Vento,
Escreveste palavras sem qualquer candura.

Sofreste com a injustiça e desigualdade
Sentiste a dor e a fome da tua gente,
O Fogo e as Cinzas que sombrearam a Planície.
Felizmente, contaste todas estas histórias na Cidade.

Mesmo no Tempo de Solidão
Não desististe de nada
Nem mesmo de ser um Anjo no Trapézio,
Em Santiago, Lisboa ou Almada.

Nunca perdeste o sorriso de gaiato,
Nem a vontade de ir à Aldeia Nova
Ou a Cerromaior, visitar as tabernas,
Onde escutavas a sabedoria do povo
Que te aquecia a alma e o coração,
Com um copo de vinho quente e novo.

Mesmo no Tempo de Solidão
Que bom, Manuel,
Teres dito sempre, que não!

Luís [Alves] Milheiro

(Fotografia de Luís Eme)